segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
UM OLHAR RETROSPECTIVO SOBRE SÃO JOÃO DO RIO DO PEIXE
UM OLHAR RETROSPECTIVO SOBRE
SÃO JOÃO DO RIO DO PEIXE
Antonio Nogueira da Nóbrega
Recuando ao longínquo ano de
1691, vamos deparar com o sargento-mor Antônio José da Cunha, morador na
capitania de Pernambuco, à frente de um grupo de escravos e índios domesticados,
embrenhando-se pelos sertões paraibanos com o objetivo de descobrir terras onde
pudesse acomodar seus gados. Subindo o Piranhas, descobriu ele um afluente
desse rio, chamado riacho Peixe, em cujas margens habitavam os Icó-pequenos, os
primitivos habitantes da região.
Depois de conquistar a amizade
dos índios, Antônio José da Cunha estabeleceu-se com a sua fazenda de criação
(com mais de 1.500 cabeças de gado vacum e cavalar), às margens do rio do
Peixe, nas proximidades do local onde agora se ergue a cidade de São João do
Rio do Peixe.
Em
1708, no governo provincial de João da Maia da Gama, Antônio José da Cunha, sob
a alegação de que há 17 anos sem contradição de terceiros, vinha povoando essas
terras, requereu-as e obteve a sua posse, cuja concessão, datada de 29 de
novembro do mesmo ano, recebeu o número 80.
No ano de 1752, ao que consta, o local onde hoje se
acha a cidade de São João do Rio do Peixe já era conhecido por São João, quando
então pertencia ao Sr. João Manuel Dantas. É certo que, em 1765, essa fazenda já
não mais pertencia a esse senhor, mas sim ao capitão-mor João Dantas Rothea, morador
no distrito de Piancó, PB.
Com o correr dos anos, a essa primitiva denominação
– que resultou de uma homenagem do fundador da fazenda ao santo de sua devoção
– acrescentou-se o nome do rio que banha a localidade, a qual passou a
chamar-se São João do Rio do Peixe. Antes, porém, foi conhecida pelos nomes de
São João de Sousa e São João da Vila Nova de Sousa, respectivamente, em virtude
de pertencer a esta vila de então. Entretanto, esse nome de batismo, com o
qual a localidade, sob as bênçãos de São João Batista, foi fazenda, povoado,
distrito e vila, perdurou até o início da década de 1930, quando, por força do
Decreto Municipal n°. 50, de 26/05/1932, confirmado pelo Decreto Estadual nº
284, de 03/06 do mesmo ano, foi mudado para Antenor Navarro. Tal fato se deu em virtude do Sr. Natércio Maia,
prefeito de então, entender de prestar uma homenagem à memória do Interventor
Federal desse nome, morto no dia
26/04/1932, num desastre aéreo nas
costas da Bahia.
Felizmente, a 05/10/1989, por ocasião da promulgação
da nova Constituição do Estado da Paraíba, a povoação, depois de 57 anos,
recuperou sua antiga e histórica denominação: São João do Rio do Peixe, graças
a uma proposição apresentada pelo deputado estadual, por nosso município, Dr.
José Aldemir Meireles de Almeida.
Acredita-se que, por volta do último quartel do
século XVIII, João Dantas Rothea tenha feito a doação de um terreno onde o
Padre Ignácio da Cunha Siqueira ergueu uma capela consagrada à invocação de
Nossa Senhora do Rosário. Nessa capelinha tosca, de taipa, o Padre
Ignácio de Sousa Rolim – o fundador da cidade de Cajazeiras – submeteu-se ao
batismo no dia 08/09/1800.
O tempo foi passando. Pouco a pouco, novas moradias
foram surgindo em torno do velho oratório. Aos antigos moradores do lugar,
foram-se juntando outros, mais outros e outros mais. Preocupado com o
crescimento da população, o Padre José Gonçalves Dantas, devotado à causa de Deus, chamou a si a tarefa de
erguer um templo capaz de comportar
todos os fiéis da Virgem do Rosário, iniciando a sua construção em 1855. A nova
capela, igualmente consagrada à invocação de Nossa Senhora do Rosário, recebeu
foros de Igreja-Matriz por força da Lei provincial nº 96, de 28/11/1863, ano da
conclusão de seus trabalhos. Pela mesma lei, a freguesia, com o nome de Nossa
Senhora do Rosário, libertou-se da de Nossa Senhora dos Remédios, do município
de Sousa. Data daí, naturalmente, a
criação do distrito, com a denominação de São João do Rio do Peixe, subordinado
ao município de Sousa. Assim,
lentamente, foi se formando a povoação. Tempos depois, no dia 8 de outubro de
1881, a Lei provincial nº 727, dessa data,
concedeu-lhe foros de vila, tendo sido o seu território desmembrado do
município de Sousa, dando-se a sua instalação em 26/02/1882. É bom lembrar que não se deve
confundir a fundação de um município com a sua emancipação política. A primeira
diz respeito ao lançamento dos primeiros fundamentos da cidade; a segunda, à
sua libertação do município que lhe deu origem. Portanto, o que se comemora, no
dia 8 de outubro de cada ano, é a emancipação política de São João do Rio do
Peixe, ou seja, a sua libertação do município de Sousa, e não a sua fundação.
De ordem do governo da província da Paraíba,
realizam-se eleições em 10/09/1882, para a escolha dos primeiros vereadores de
São João do Rio do Peixe, tendo sido eleitos: Manuel Vicente Correia de Sá
(presidente), Antônio Soares de Oliveira, Bento Joaquim Breckenfeld, Antônio
Gonçalves de Jesus, Esperidião Ribeiro Maciel, Carlos José de Santana e Antônio
Vieira de Paulo.
Depois, muito tempo depois, com base na Lei Orgânica
federal nº 311, de 02/03/1938, o Decreto-lei estadual nº 1.010, de 30/03/1938,
que fixou o novo quadro territorial do Estado da Paraíba, concedeu foros
de cidade à sede do município. Já a comarca, abrangendo um único termo, foi
criada por força do Decreto-lei nº 39, de 10/04/1940, desmembrada da de Sousa,
tendo sido instalada por Dr.
Francisco Vaz Carneiro, que foi seu primeiro juiz de direito.
Como se vê, São João do Rio do Peixe – uma das mais antigas povoações do oeste
paraibano – nasceu e floresceu em terras da antiga fazenda São João,
pertencente ao capitão-mor João Dantas Rothea, doador de um terreno onde o
Padre Ignácio da Cunha Siqueira ergueu uma capela consagrada à invocação de
Nossa Senhora do Rosário. Por isso, esse senhor é considerado, com muita
justiça, o fundador da cidade.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A CAPELA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS
A CAPELA DE SÃO FRANCISCO DAS
CHAGAS,
um pouco de sua história
Antonio Nogueira da Nóbrega

A Capela de São Francisco das Chagas foi construída no início da década de 1940, no local do antigo Cemitério Público Jerusalém. Localiza-se o templo dentro de um pomar, com frondosas árvores e roseiras, sendo protegido por um muro baixo, com pilares atarracados e balaústres. Em 1941, tem início a sua construção, mas a morte do Padre Joaquim Cirilo da Sá, seu idealizador, ocorrida a 13 de novembro do mesmo ano, acarreta a paralisação da obra, que só foi reiniciada dois anos depois. Entretanto, a generosidade da comunidade – associando-se à iniciativa do falecido sacerdote – através de doações e esmolas, foi o que possibilitou a conclusão do templo no ano de 1944. Por volta dos anos 50, a capela passou por reformas, tendo sido ampliada para atender à crescente demanda dos devotos de São Francisco. Mestre Moisés foi o pedreiro responsável pela execução da obra, que lhe deu a aparência que possui atualmente (fora o Centro de Treinamento de Pastorais, Padre Antônio Fernandes Queiroga, inaugurado a 25/09/1999).
Digno de nota foi o amor com que as mulheres
da comunidade, sem medirem dificuldades, empenharam-se no laborioso trabalho da
construção da capela, transportando telhas e tijolos para a sua edificação. (Dados
colhidos de José Pires Maia, conhecido como Pola).
A fachada da capela é simples, tendo apenas
uma torre, que é sineira, com alguns adornos, e encimada por uma cruz. Possui
um portão de entrada e cinco portas laterais. Dispõe ainda, de quatro janelas,
sendo duas de cada lado.
O interior do templo é simples,
mas harmonioso, com um altar-mor e dois laterais. Acima do altar-mor, fica um
nicho que guarda a imagem de São Francisco das Chagas.
Com o mesmo brilhantismo da festa da Padroeira da cidade, embora
reunindo maior número de devotos, comemora-se a festa de São Francisco das
Chagas no dia 4 de outubro de cada ano, conservando-se o mesmo brilho e o mesmo
entusiasmo e a mesma fé dos primeiros tempos.
Nesse dia, as ruas da cidade se povoam, quando para aqui convergem
os habitantes das fazendas, dos distritos e dos municípios circunvizinhos, para, numa
só massa humana, unidos pela força da fé, homenagearem o venerável São Francisco
das Chagas. Pela manhã, é celebrada uma missa, na Igreja Matriz, havendo, logo
depois, um leilão concorridíssimo, no Centro de Treinamento de Pastorais,
Padre Antônio Fernandes Queiroga. À tarde, contando com o acompanhamento de
milhares de pessoas, realiza-se a bela e tradicional procissão, percorrendo as
principais artérias da cidade, indo terminar na Capela de São Francisco, o
santo homenageado, onde é celebrada uma missa. À noite, para encerrar os
festejos, realiza-se um baile, no Navarrense Clube, que se prolonga madrugada
adentro.

Tempos depois, ao lado da capela, foi
construído o Centro de Treinamento de Pastorais, Padre Antônio Fernandes
Queiroga, inaugurado a 25/09/1999. Já no dia 17/2/2005, foi colocado, no
jardim da capela, localizado no pátio, o busto do Padre Joaquim Cirilo de
Sá.

E, no dia 28/09/2006,
foi erigida a estátua de São Francisco, na praça que tem seu nome.
VÍDEOS
UM OLHAR SOBRE SÃO JOÃO DE ONTEM
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