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quinta-feira, 15 de março de 2012

SÃO JOÃO DO RIO DO PEIXE E SEUS ASPECTOS





 (Antonio Nogueira da Nóbrega)


Construída no ano de 1959, sobre o rio do Peixe, a ponte Dom Moisés Coelho tornou-se, a partir de então, a porta de entrada de São João do Rio do Peixe-PB (pela BR-405), cidade centenária que nasceu e floresceu em terras da antiga Fazenda São João, que pertenceu ao capitão-mor João Dantas Rothea, requerente de uma sesmaria, na ribeira do rio do Peixe, cuja concessão, datada de 18 de julho de 1765, recebeu o n° 619. 
            À época da construção da ponte, o governo do Estado era o Sr. Pedro Moreno Gondim, junto ao qual o então vereador Hilton Muniz de Brito desfrutava de grande prestígio político, o que possibilitou a implantação dessa importante obra para o município. Antes de sua construção, quando o rio transbordava, o acesso à sede-municipal era feito a nado ou através das canoas de Odilon Varela. O nome da ponte foi uma homenagem ao primeiro bispo da Diocese de Cajazeiras.

A exemplo de outras cidades da região sertaneja, as origens de São João do Rio do Peixe estão intimamente ligadas a uma fazenda e uma capela, binômio este em torno do qual surgiram os primeiros aglomerados humanos, inteiramente voltados para a criação de gado e a agricultura.

 No ano de 1752, ao que consta, o local onde hoje se acha a cidade de São João do Rio do Peixe já era conhecido por São João, quando então pertencia ao Sr. João Manuel Dantas. É certo que, em 1765, essa fazenda já não mais pertencia a esse senhor, mas sim a outro sesmeiro.  Isso é o que se conclui das informações contidas numa petição subscrita pelo capitão-mor João Dantas Rothéa, então morador no Distrito de Piancó, PB, na qual afirmava ele, ao requerer, naquele ano, uma sesmaria na ribeira do rio do Peixe, que já era senhor e possuidor, na mesma ribeira, de um sítio de criar gado, chamado São João, que o obtivera, por compra, à Casa da Torre, da Bahia., por escritura. Na forma requerida, teve o capitão seu pedido confirmado, cuja concessão, datada de 18/07/1765, recebeu o nº 619. Com o correr dos anos, a essa primitiva denominação – que resultou de uma homenagem do fundador da fazenda ao santo de sua devoção – acrescentou-se o nome do rio que banha a localidade, a qual passou a chamar-se São João do Rio do Peixe. Antes, porém, foi conhecida pelos nomes de São João de Sousa e São João da Vila Nova de Sousa, respectivamente. Sabe-se que, à época de sua colonização, o território do município de São João do Rio do Peixe pertenceu, inicialmente, ao de Pombal, cuja jurisdição estendia-se por todo o alto sertão paraibano; abrangendo, inclusive, as regiões do Seridó e Patu, estas duas últimas no vizinho Estado do Rio Grande do Norte. Mais adiante, o território de São João do Rio do Peixe passou a integrar o de Sousa, que, por sua vez, fora desmembrado do de Pombal, por carta Régia de 22/07/1766, formando um novo município. Portanto, partem daí as denominações pelas quais a povoação era conhecida.

Entretanto, esse nome de batismo, com o qual a localidade, sob as bênçãos de São João Batista, foi fazenda, povoado, distrito e vila, perdurou até o início da terceira década do século XX, quando, por força do Decreto Municipal n°. 50, de 26/05/1932, confirmado pelo Decreto Estadual nº 284, de 03/06 do mesmo ano, foi mudado para Antenor Navarro, "descaracterizando assim as origens da povoação, visto que o homenageado não tinha qualquer vínculo com as raízes históricas do município". Tal fato se deu em virtude do Sr. Natércio Maia, prefeito de então, entender de prestar uma homenagem à memória do Interventor Federal do Estado da Paraíba, Antenor Navarro, morto no dia 26/04/1932, num desastre aéreo, nas costas da Bahia, quando o avião em que viajava caiu no mar, escapando apenas seu companheiro de viagem, o Ministro José Américo de Almeida. Não obstante a mudança oficial, a comunidade, que não fora consultada nesse sentido, continuou, durante muito tempo ainda, impondo a antiga e histórica denominação pela qual a localidade vinha sendo conhecida desde 20/05/1752. A Paróquia, apesar disso, continuou mantendo o seu primitivo nome:”Paróquia de São João do Rio do Peixe”, denominação essa que tanto se ajusta às origens e às tradições dos fiéis de Nossa Senhora do Rosário, a Padroeira do Município.
  Felizmente, a 05/10/1989, por ocasião da promulgação da nova Constituição do Estado da Paraíba, a povoação, depois de 57 anos, recuperou sua antiga e histórica denominação: São João do Rio do Peixe, graças a uma proposição apresentada pelo deputado estadual, por nosso município, Dr. José Aldemir Meireles de Almeida.     
 Acredita-se que, por volta do último quartel do século XVIII, João Dantas Rothea fez a doação de um terreno onde o Padre Ignácio da Cunha Siqueira ergueu uma capela consagrada à invocação de Nossa Senhora do Rosário. Nessa capelinha tosca, de taipa, (onde o Padre Ignácio de Sousa Rolim – o fundador de Cajazeiras – submeteu-se ao batismo no dia 08/09/1800), todos os fiéis da redondeza, atraídos pelos  sentimentos religiosos de devoção, reuniam-se, de modo festivo, para assistirem às celebrações de missas e outros atos litúrgicos do ano.
O tempo foi passando. Pouco a pouco, novas moradias foram surgindo em torno do velho oratório. Aos antigos moradores do lugar, foram-se juntando outros, mais outros e outros mais. É tanto que, ao final daquele século, já era  “numerosa” a população do povoado, e a antiga capelinha já não mais comportava os fiéis de Nossa Senhora do Rosário - a padroeira do lugar. Por causa disso, o Padre José Gonçalves Dantas iniciou, no ano de 1855, a construção de uma nova capela. Esta, igualmente consagrada à invocação de Nossa Senhora do Rosário (privilégio que conserva até hoje), recebeu os foros de Igreja-Matriz por força da Lei Provincial nº 96, de 28/11/1863, ano da conclusão de seus trabalhos. Pela mesma lei, a freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, libertou-se da de Nossa Senhora dos Remédios, do município de Sousa.
Assim, lentamente, foi-se formando a povoação que, com o correr do tempo, resultou no distrito (Lei Provincial nº 96, de 28/11/1863); depois vila (Lei Provincial nº 727, de 08/10/1881), tendo sido seu município desmembrado do de Sousa, cuja instalação ocorreu a 26/02/1882. È bom lembrar que não se deve confundir a fundação de um município com a sua emancipação política. A primeira diz respeito ao lançamento dos primeiros fundamentos da cidade; a segunda, à sua libertação do município que lhe deu origem. Portanto, o que se comemora, no dia 8 de outubro de cada ano, é a emancipação política de São João do Rio do Peixe, ou seja, a sua libertação do município de Sousa, e não a sua fundação. Depois, muito tempo depois (com base na Lei Orgânica federal nº 311, de 02/03/1938) o Decreto-lei estadual nº 1.010, de 30/03/1938, que fixou o novo quadro territorial do Estado da Paraíba,  concedeu os foros de cidade à sede do município. A comarca, abrangendo um único termo, foi criada por força do Decreto-lei nº 39, de 10/04/1940, desmembrada da de Sousa e instalada pelo Dr. Francisco Vaz Carneiro, que foi seu primeiro Juiz de Direito.

Como fazenda São João - em cujas terras originou-se a povoação - pertenceu a João Dantas Rothea, este senhor, cujos descendentes ainda hoje vêm se projetando na vida sócio-político-econômica local, é considerado, com muita justiça, o fundador da cidade, embora não tenha sido ele o primeiro colonizador a se fixar em terras do atual município de São João do Rio do Peixe.    

Vamos, agora, transpor esta porta para conhecermos um pouco do ontem e do hoje de uma das mais antigas povoações do oeste paraibano.
                                                                                                                      
ASPECTOS FISIOGRÁFICOS

Situada à margem esquerda do rio do Peixe, a cidade de São João do Rio do Peixe dista 469 quilômetros da Capital do Estado (na direção O.N.O.) e fica  a 245 metros acima do nível do mar. Tem, como coordenadas geográficas, os seguintes pontos: 06° 43’ 56” de latitude Sul e 38° 26’ 55” de longitude W. Gr. O município está localizado na microrregião do Sertão de Cajazeiras, limitando-se com Uiraúna e Poço de José de Moura, ao norte; Cajazeiras e Nazarezinho, ao sul; Sousa, Marizópolis e Vieirópolis, ao leste; Triunfo, Santa Helena e Bom Jesus, a oeste. O  patronímico de seus habitantes é são-joanense.

Até 1953, a área do município era de 1.479Km2, colocando-se no 15º lugar em relação aos demais municípios paraibanos. Entretanto, com a criação do município de Uiraúna, desmembrado do seu, (Decreto-lei estadual nº 972, de 02/12/1953), São João do Rio do Peixe ficou com a sua superfície reduzida a 915Km2, passando a ocupar o 22° lugar entre os 57 municípios paraibanos então existentes. Posteriormente, com os desmembramentos dos municípios de Santa Helena (Lei nº 2.616, de 12/12/1961), Triunfo (Lei nº 2.637, de 22/12/1961) e Poço de José de Moura (Decreto-lei estadual nº 5.914, de 29/04/1994), a sua área ficou restrita a 474Km2. Atualmente, o município é composto dos distritos da sede, Pilões, Bandarra, Gravatá  e Umari.           


RELEVO

          A topografia local é formada de baixios arenosos, tabuleiros, várzeas, massapê e chapadas. Em determinados trechos, os terrenos apresentam-se constituídos de elevações mais ou menos salientes, tais como: serrotes dos Nogueira, Malhada, Bálsamos, Pilões, Cabelo-não-tem, Brejo das Freiras, entre outros.

                                                                    

CLIMA

         Quente e seco é o clima dominante no município, sobretudo, nas fases mais agudas do verão, quando sua temperatura normal, que é de 30° C, sobe para 35°C, ou mais, isso nos meses de setembro a dezembro. Entretanto, graças ao “aracati” –uma brisa que sopra das costas cearenses, suas noites  tornam-se bastante frescas. No final do inverno, entre os meses de junho e julho, a temperatura cai um pouco, tornando o clima um pouco  mais ameno.
                                      


OUTROS ASPECTOS



POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO

            No último censo, São João do Rio do Peixe registrou 17.661 habitantes, dos quais 8.684 são homens e 9.035, mulheres. Desse total, 6.654 concentram-se na sede-municipal, enquanto o restante distribui-se pelos povoados, distritos e cerca de 2.000 propriedades rurais.

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 ELEITORARADO


A 37ª Zona Eleitoral abrange cinco municípios, a saber: São João do Rio do Peixe, Santa Elena, Triunfo, Poço de José de Moura e Bernardino Batista, com 32.543 eleitores aptos (até 23/07/2010). Desse total de eleitores, 14.241 votam nas 69 secções eleitorais de São João do Rio do Peixe, que é a sede da Comarca.


ALGUNS ATOS  IMPORTANTES

         A capela, consagrada à invocação de Nossa Senhora do Rosário, recebeu os foros de Igreja Matriz por força da Lei Provincial nº 96, de 28/11/1863, ano da conclusão de seus trabalhos. Pela mesma lei, a freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Rosário, libertou-se da de Nossa Senhora dos Remédios, do município de Sousa. Data daí, naturalmente, a criação do distrito, com a denominação de São João do Rio do Peixe, subordinado ao município de Sousa.
           
             A Lei Provincial nº 727, de 08/10/1881, assinada pelo bacharel Justino Ferreira Carneiro, então Presidente da Província da Paraíba, criou o município de São João do Rio do Peixe, com o nome atual, desmembrado do de Sousa, elando a sua sede à categoria de Vila, cuja instalação ocorreu a 26/02/1882.
           
            Por força do Decreto-lei municipal nº 50, de 26 de maio de 1932, confirmado pelo Decreto estadual nº 284, de três de junho do mesmo ano, São João do Rio do Peixe mudou de nome, passou a chamar-se Antenor Navarro, em homenagem ao Interventor Federal desse nome, morto no dia 26/04/1932, num desastre aéreo nas costas da Bahia.
            Em virtude da Lei Orgânica federal nº 311, de 02/03/1938, regulamentada pelo Decreto-lei estadual nº 1.010, de 30/03/1938, que fixou o novo quadro territorial do Estado da Paraíba, a sede do município ganhou os foros de cidade.
            A comarca foi criada em virtude do Decreto-lei estadual nº 39, de 10/04/1940, abrangendo um único termo, libertada da de Sousa, sendo instalada por Dr. Francisco Vaz Carneiro, que foi o seu primeiro Juiz de Direito.
            Através Decreto-lei municipal nº 65, de 15/12/1953, José Alexandre Filho, prefeito à época, criou o feriado municipal de 8 de Outubro em homenagem à data de criação do município.
          




FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA


PODER EXECUTIVO

            José Lavoisier Gomes Dantas - que tem como vice o Sr. Francisco Bezerra de Sousa - é o atual prefeito de São João do Rio do Peixe, reeleito no pleito de 05/10/2008, pela legenda do PP. O primeiro prefeito constitucional do município foi o Sr. José Izidro de Almeida, eleito no pleito de 12/10/1947, tendo, como vice, o Sr. Laurindo Clementino de Sousa.


PODER LEGISLATIVO

            Como órgão legislador, possui o município uma Câmara Municipal, composta de 9 vereadores, que foi confirmada pela Lei nº 762, de 07/12/1883. Seus  primeiros vereadores  foram Manuel Vicente Correia de Sá (presidente), Antonio Soares da Silveira, Bento Joaquim Breckenfeld, Antonio Gonçalves de Jesus, Experidião Ribeiro Maciel, Carlos José de Santana e Antonio Vicente de Paula, eleitos a 10/09/1882, e empossados no ano seguinte. O  presidente atual é Humberto Gomes do Nascimento.
            Na Assembleia Legislativa do Estado, São João do Rio do Peixe está representado pelo Deputado Estadual, filho da terra, Dr. José Aldemir Meireles de Almeida, reeleito pela legenda dos Democratas (DEM).
           

PODER JUDICIÁRIO

            A Comarca de São João do Rio do Peixe foi criada pelo Decreto-lei estadual nº 39, de 10/04/1940, abrangendo um só Termo, desligada da de Sousa. Seu primeiro Juiz de Direito foi o Dr. Francisco Vaz Carneiro, nomeado a 20/02/1941 e empossado a 26 de março do mesmo ano. O atual Juiz de Direito é o Dr. Rossini Amorim Bastos. Já o Ministério Público foi criado pela Lei nº 2.598, de 29/11/1961, tendo sido o bacharel Antônio Marque da Silva Mariz seu primeiro Promotor de Justiça, nomeado a 11 de dezembro do mesmo ano. Manuel Pereira de Alencar é o Promotor atual.


                                                                                 
MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS, FOLCLÓRICAS E EFEMÉRIDES
               

             Entre as principais comemorações festivas, levadas a efeito no município, destacam-se a da Padroeira do lugar, realizada a 7 de outubro de cada ano, constando ela de missa e procissão em homenagem a Nossa Senhora do Rosário; a de São Francisco, no dia 4 de outubro, que atrai milhares de pessoas não só das fazendas, povoados e distritos, como também de todos os municípios circunvizinhos, que superlotam as ruas da cidade, culminando com uma  bela e tradicional procissão, percorrendo as principais artérias da cidade; a de São José, no bairro do mesmo nome, no dia 19 de março de cada ano; a de São Judas Tadeu, no bairro da Gruta, realizada, anualmente, no dia 27 de outubro, bem assim o Mês Mariano. Além das enumeradas, outras datas são comemoradas, como São João, São Pedro, Natal e Ano Novo, bem assim o carnaval, o dia 7 de Setembro e o Dia da Cidade, a 8 de outubro de cada ano, cujas solenidades constam de desfiles cívico-estudantis a que o povo assiste com grande entusiasmo.


ASPECTOS RELIGIOSOS


            A Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que tem à frente de sua administração o Padre Francisco Batista de Sousa Neto, compõe-se de uma Igreja Matriz e 25 capelas. Desse total, 4 localizam-se na sede do município, e 21, nos distritos, povoados e fazendas.  O culto protestante está representado por cerca de cinco templos, a saber:  Assembleia de Deus,  Igreja Batista do 7º Dia Universal, Testemunha de Jeová, Igreja Evangélica Sertaneja, Igreja Mundial do Poder de Deus. Já a Doutrina Espírita está representada por dois  Grupos Espíritas: Os Sementeiros do Bem e Seara de Luz, esta última Casa Espírita localiza-se no sítio Juazeirinho, distante cerca de 3km da sede municipal.

                                                                                   
ASPECTOS CULTURAIS

                   Neste particular, conta o município com a Banda de Música 1º de Maio; o Coral Estudantil São-joanense; o Rio do Peixe, jornal oficial do município, de circulação quinzenal; a Biblioteca Rosilda Cartaxo, pertencente à Prefeitura Municipal; o grupo de danças de rua “THE Boys” e o grupo de capoeira “Ginga Brasil”, entre outros.

ASPECTOS URBANOS

            Com 6.654 habitantes e cerca de 3.000 domicílios, está São João do Rio do Peixe incluída entre as cidades de pequeno porte. Em número de 98 são os seus logradouros públicos, dos quais 52 são pavimentados a paralelepípedos, e 74 são arborizados. É bem servida de água e luz, cujas redes de distribuição, com  2.228 e 2.663 ligações domiciliares, respectivamente, estendem-se a todos os seus logradouros. Até há pouco tempo, a cidade era abastecida por um conjunto de poços amazonas que, por não mais atender à demanda, vinha causando sérios transtornos à população; que hoje conta com um moderno abastecimento, dotado de instalações adequadas para o tratamento da água. Inaugurado a 08/10/1985, o novo sistema, que se liga ao manancial denominado Chupadouro  (com capacidade para 3 milhões de metros cúbicos de água), vem assegurando o abastecimento de são João do Rio do Peixe, mas já mostra sinais de cansaço.
          
              A vida social da cidade é prestigiada pela existência de dois clubes: o Navarrense Clube e o Centro de Lazer Isaac Mariz (CLIMA), distante 2Km da sede do município.


ASPECTOS ECONÔMICOS

            Dotado de terras férteis e bons campos de pastagens, o município, desde os primórdios de sua colonização, tem a base de sua economia centrada  na pecuária e na agricultura, regularmente desenvolvidas, com forte predominância desta atividade sobre aquela. Seus principais produtos agrícolas são: o feijão, o milho, o algodão, o arroz, coco, a banana, a cana-de-açúcar, entre outros. Conta, ainda, a cidade com a Coletoria Estadual, além da agência do Banco do Brasil, o Bradesco, Multibank e Casa Lotérica pertencente à Caixa Econômica Federal (CEF), exercendo serviços de apostas e banco, entre outros.

PECUÁRIA

Apesar das secas periódicas que, vez pó outra, assolam a região, a pecuária é bem desenvolvida. Entre seus rebanhos, o que mais se destaca é o bovino - representado pelas raças holandesas, hindu-brasil, mestiça, gir, entre outras.


AGRICULTURA

                    Depois que a cultura do algodão  tornou-se quase impraticável, em face da praga do “bicudo”,  os habitantes do município vêm concentrando suas atividades agrícolas na produção de milho, feijão, arroz (com produção de irrigação superior a do inverno), fava, coco. Em menor escala, ainda são cultivadas as bananas, a batata-doce, a cana-de-açúcar, a mandioca, entre outros produtos.


FEIRA-LIVRE

                 Aos sábados, realiza-se a feira-livre da cidade, onde são expostos, à venda, sobretudo os produtos da região, tais como: milho, feijão, arroz, rapadura, farinha de mandioca, goma, fumo-de-corda, artefatos de couro e de barro, entre outros. A essas feiras, que servem também de ponto de encontro de produtores da região, acorrem os habitantes da sede-municipal, bem assim de toda a zona rural, a fim de se abastecerem de gêneros de primeira necessidade.


INDÚSTRIA

               A indústria local resume-se, praticamente, na produção de origem rural, vivendo do beneficiamento de arroz (com dois descaroçadores apenas); fábrica de rapadura e demais derivados, como mel, alfenim (obtida em cerca de cinco engenhos); de pães e bolachas (com quatro panificadoras); além de fábricas de queijo, manteiga, tijolos, telhas artefatos de couro, de produtos de limpeza (detergentes), água sanitária e artefatos de barro, entre outros sem maior expressão.


MEIOS DE TRANSPORTES

               Neste setor, São João do Rio do Peixe, cujo território é cortado por cerca de 360 km de estrada de rodagem, goza de certo privilégio, visto que a sua sede situa-se nos trajetos da ferrovia ”Companhia Ferroviária do Nordeste” (CFN) e a “Rodovia do Sal”. Uma, procedente de Fortaleza, Estado do Ceará; a outra, de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte. Por meio de rodovias asfaltadas, a cidade liga-se à Estância Termal de Brejo das Freiras, neste município (9Km); Poço de José de Moura (20Km); Triunfo-PB (34Km); Santa Helena (26Km); Marizópolis (18Km); Sousa (24Km - estrada de barro e 36Km – asfalto); Cajazeiras (22Km); Uiraúna (24Km); João Pessoa (485K) e Fortaleza  (480Km). Através de ferrovias, estabelece ligações com Sousa (27Km); João Pessoa (491Km); Fortaleza (549Km), entre outras cidade do percurso. Além disso,  dispões a cidade de 06 pontos de serviço de moto táxi, uma praça de táxi, com uma frota superior a 30 veículos e duas empresas de ônibus intermunicipais:  Viação Andrade e Viação Navarrense. Conta, ainda, com as empresas interestaduais: Guanabara, Planalto e São Geraldo.
 
 
MEIOS DE COMUNICAÇÃO

            Para levar sua voz além-fronteiras, dispõe São João do Rio do Peixe dos serviços de telefonia fixa da empresa Oi. Nesse particular, conta ainda o município com uma Agência EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), com serviço postal telegráfico; três estações de rádio, pertencentes aos serviços de comunicação do Estado; como também de quatro rádios privadas: “São João FM-87.9”, “Alternativa Rio do Peixe”,  “Interativa Popular”. Além disso, conta com um moderno sistema de Internet, via rádio, de responsabilidade  das empresas NET LINE e ADL, fazendo a conexão de nossa cidade com o mundo durante 24 horas. Há também os serviços de  telefonia celular móvel das operadoras “TIM” e “Claro”. Circulam, na cidade,  os jornais “A União”,  “Correio da Paraíba”, “Jornal da Paraíba”, Gazeta do Alto Piranhas e “Rio do Peixe”, Jornal Oficial do município, de circulação quinzenal.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO

Neste setor, conta o município com 52 unidades escolares, sendo 23 delas estaduais, 25 municipais e 4 particulares. Desse total de escolas que, em conjunto, registraram, no ano de 2011, matrícula inicial de cerca de 7.500 alunos, 12  estão localizadas na sede-municipal, e, as demais, na zona rural, incluindo-se as sedes dos distritos e povoados. Vale ressaltar que, em duas dessas unidades de ensino (da Rede Estadual), ministra-se o ensino do 2° grau: Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cel. Jacob Guilherme Frantz e Escola Normal Estadual Ministro José Américo de Almeida. Na rede privada, citam-se, entre outras escolas (Ensino Infantil e Fundamental),  o Educandário  Nossa Senhora do Rosário. Conta também o município com o Núcleo de Pesquisas e Extensão da Universidade Federal de Campina Grande e a Escola da APAE.


ASSISTÊNCIA MÉDICO-SANITÁRIA

            Neste particular, conta São João do Rio do Peixe com um hospital (filantrópico); uma casa de saúde (particular), uma unidade sanitária, mantida pelo Estado; um ambulatório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João do Rio do Peixe; uma clínica médica, mantida pela prefeitura municipal; seis farmácias, sendo uma do município (farmácia básica) e cinco, da iniciativa privada. Além disso,  a prefeitura mantém cerca de seis postos médicos, localizando-se um deles na sede do município e os demais,  nos sítios e nas sedes dos distritos. Existem, na cidade, quatro laboratórios de análises clínicas, sendo três deles particulares.
 

ASSISTÊNCIA SOCIAL
           
            Entre os serviços sociais existentes no município, citam-se o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João do Rio do Peixe; Sindicato dos Funcionários Municipais de São João do Rio do Peixe; Sindicato dos Taxistas de São João do Rio do Peixe; a Creche Laura Pinheiro da Silva, mantida pela prefeitura municipal, dando assistência a cerca de 80 crianças carentes, além de vários clubes de serviço, como: Rotary Clube, o Interact Clube, Rotaract Clube; Clube de Diretores Lojistas; duas Lojas Maçônicas: “Mestre do Vale Número 23” e “Estrela do Vale”; Associação de Proteção e Educação de São João do Rio do Peixe, Associação Comunitária São José; Associação Comunitária do Bairro José Alexandre Filho; Associação de Proteção à Saúde e à Infância de São João do Rio do Peixe e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), entre outras; o CAPs de Atenção Psicossocial. Além disso, dispões de vários Conselhos, tais como: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente; Conselho Tutelar; Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável; Conselho Municipal de Educação, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Municipal de Segurança Alimentar; Conselho Municipal do Turismo.


TURISMO

             Neste particular, merece destaque a fonte termal de Brejo das Freiras, no lugar do mesmo nome, distante 9Km da sede municipal, considerada como estação balneária de significativa importância, tanto para a região quanto o Estado, pelas propriedades terapêuticas de suas águas. É frequentada, durante o ano, por turistas não só das comunas circunvizinhas, mas também de outras cidades mais distante, tais como: Recife, João Pessoa, Fortaleza, Natal e Campina Grande, entre outros. Além de um confortável hotel, a estância abriga, em suas instalações, um campo de futebol, quadra de vôlei e basquete e um campo de pouso para aviões de pequeno porte. Em menor importância, aparecem ainda o açude público de Pilões, distante 10Km; o Clima (Centro de Lazer Isaac Mariz, pertencente à Maçonaria); Balneário Jerusalém; a Palhoça Parati; Palhoça Beira-Rio; bem assim as pegadas de dinossauros, nos sítios Araçás, Juazeirinho, Fazenda Velha (barragem de Domício, hoje de Ovídio), Engenho Novo, Cabra Assada, Brejo das Freiras, Zoador, Baixio de Cima, Rio Novo, Aroeiras, Varzinha, entre outras localidades do município de São João do Rio do Peixe.  


 SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO


O Brasão de Armas do Município de São João do Rio do Peixe, criado pela lei municipal nº 464, de 14/03/1977, contou com o trabalho artístico do professor Hugo Carneiro Lopes, que assim o explicou:  “No escudo foram assumidos atributos heráldicos alusivos ao antigo topônimo – São João do Rio do Peixe.  O Rio é representado classicamente na simplicidade da banda ondada de prata. As duas vieiras de prata simbolizam São João Batista, que era o nome do sítio onde floresceu a cidade e que como enuncia o lema — “plebem perfectam”, da vigília da festa litúrgica de São João (Lucas 1.5-17) foi escolhido  por Deus para preparar os caminhos do Messias na formação de um povo perfeito. São João, inspirador do primeiro núcleo populacional do município, guiará seus habitantes aos melhores desideratos." 

A Bandeira do Município de São João do Rio do Peixe, criada pela lei municipal nº 464, de 14/03/1977, assumiu também atributos heráldicos alusivos ao topônimo São João do Rio do Peixe, como: o campo azul simbolizando o céu e a faixa ondulada, de prata, o rio do Peixe. As duas vieiras, de prata, representam São João Batista, que era o nome da fazenda onde nasceu e floresceu a cidade.

Brasão dos Dantas, encimado por uma anta, simbolizando uma província portuguesa, chamada Antas, região do onde os Dantas procedem. Sobre o campo vermelho, seis lisonjas de azul, perfiladas, de ouro, apontadas em cruz: quatro em pala e três em faixa.










Hino Oficial de São João do Rio do Peixe
(Instituído pela Lei municipal nº 702, de 24 de setembro de 1993)
Letra: Manuel Sinval Ribeiro da Nóbrega
Música: José Renato da Nóbrega
Revisão e adaptação: Antonio Nogueira da Nóbrega


São João do Rio do Peixe, cidade atraente,
Teu passado foi de lutas e de glórias,
De trabalho e progresso, no presente,
Exaltando o teu nome na História.

   Adormecemos sobre o teu colo
   E despertamos com o fragor do teu rio.
   Vivemos da abundância do teu solo,
   Enaltecendo o teu povo e o teu brio.

 ESTRIBILHO

Ó linda cidade, de aspecto deslumbrante,
 És o orgulho do teu povo varonil.
 Terás um futuro radiante,
 Pedaço de chão do meu Brasil!
 
    Nós consagramos uma devoção
    A esta terra e aos teus fundadores
    E conservamos, também, a tradição
    Do heroísmo dos nossos antecessores.

Os são-joanenses, sempre esperançosos,
Te almejam um futuro mais brilhante
E vão contigo, marchando pressurosos,
Num progresso a passos de gigante.


Referências:
 
CARTAXO, Otacílio. Os caminhos geopolíticos da ribeira do rio do Peixe.
A União Superintendência de Imprensa e Editora, 1964.

CARTAXO, Rosilda. Estrada das Boiadas, roteiro para São João do Rio do Peixe. João Pessoa: Noprigal, 1975

SOUSA, Antônio José de. Apanhados Históricos, Geográficos e Genealógicos do GRANDE POMBAL.  Gráfica Comercial, 1971)

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